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Vestibular: Literatura - Modernismo - Vidas Secas - Questões

1. (EU-BA) "O romancista intuiu admiravelmente a condição sub-humana do caboclo sertanejo, com a sua consciência embotada, a sua inteligência retardada, as suas reações devidas a reflexos condicionados por um sofrimento secular. Desta maneira, ao investigar o sentido de um destino coletivo, ele nos dá realmente a medida do homem telúrico, no seu estado primário, autômata e passivamente indiferente, nivelando-se com animais, árvores e objetos."
O trecho acima trata do escritor ....., mais especificamente de seu romance ..... cujo protagonista é .....
  1. Graciliano Ramos - São Bernardo - Fabiano
  2. José Lins do Rego - menino de Engenho - Paulo Honório
  3. Graciliano Ramos - Vidas Secas - Fabiano
  4. Jorge Amado - Jubiabá - Paulo Honório
  5. José Lins do Rego - Fogo Morto - Bentinho

2. (UC-MG) Graciliano Ramos é autor que, no Modernismo, faz parte da:
  1. fase destruidora, que procura romper com o passado.
  2. segunda fase, em que se destaca a ficção regionalista.
  3. fase irreverente, que busca motivos no primitivismo.
  4. geração de 45, que procura estabelecer uma ordem no caos anterior.
  5. década de 60, que transcendentaliza o regionalismo.

3. (EU-Maringá)
"A cachorra espiou o dono desconfiada, enroscou-se no tronco e foi-se desviando até ficar no outro lado da árvore, agachada e arisca, mostrando apenas as pupilas negras. Aborrecido com esta manobra, Fabiano saltou a janela, esgueirou-se ao longo da cerca do curral, deteve-se no mourão do canto e levou de novo a arma ao rosto..."
O excerto acima apresenta uma cena da obra:
  1. Angústia
  2. Vidas Secas
  3. Doidinho
  4. Dom Casmurro
  5. Menino do Engenho

4. (PUCCAMP) O isolamento social e cultura de uma família de retirantes nordestinos e a tragédia do ciúme, provocada por um incontrolável sentimento de posse, são os temas centrais de dois grandes romances de Graciliano Ramos, respectivamente:
  1. Vidas Secas São Bernardo
  2. São Bernardo Vidas Secas
  3. Caetés e Angústia
  4. Angústia e Caetés
  5. São Bernardo e Angústia
5. (UNIFOR-CE)"É perfeita a adequação da técnica literária à realidade expressa. Fabiano, sua mulher, seus filhos rodam num âmbito exíguo, sem saída nem variedade. Daí a construção por fragmentos, quadros quase destacados, onde os fatos se arranjam sem se integrarem, sugerindo um mundo que não se compreende, e se capta apenas por manifestações isoladas."
O texto acima analisa a relação entre a estrutura narrativa e o tema tratado em:
  1. Vidas secas, Graciliano Ramos.
  2. Sagarana, Guimarães Rosa.
  3. Laços de família, Clarice Lispector.
  4. Menino de engenho, José Lins do Rego.
  5. A vida real, Fernando Sabino.

6. (FATEC)
"Diadorim me pôs o rastro dele para sempre em todas essas quisquilhas da natureza. Sei como sei. Som com os sapos sorumbavam.
Diadorim, duro sério, tão bonito, no relume das brasas. Quase que a gente não abria boca; mas era um delém que me tirava para ele – o irremediável extenso da vida."
Assinale a alternativa que apresente, respectivamente: narrador-personagem, obra e autor do texto acima.
  1. Macunaíma – Macunaíma – Mário de Andrade;
  2. Macabea – A Hora da Estrela – Clarice Lispector;
  3. Sofia – Quincas Borba – Machado de Assis.
  4. Riobaldo – Grande Sertão: Veredas – Guimarães Rosa.
  5. Iracema – Iracema – José de Alencar.

7. (FUVEST) Em determinada época, o romance "procurou (...) enraizar fortemente as suas histórias e os seus personagens em espaços e tempos bem circunscritos extraindo de situações culturais típicas a sua visão do Brasil." (Alfredo Bosi).
Esta afirmação aplica-se a
  1. Vidas Secas e Fogo Morto.
  2. Macunaíma A Hora da estrela.
  3. A Hora da estrela e Serafim Ponte Grande.
  4. Fogo Morto e Serafim Ponte Grande.
  5. Vidas Secas e Macunaíma.

8. (PUCCAMP) A leitura de romances como Vidas Secas, São Bernardo ou Angústia permite afirmar sobre Graciliano Ramos que
  1. sua grande capacidade fabuladora e o tom lírico de sua linguagem servem a uma obra dominada pelo impulso, em que se mesclam romantismo e realismo, poesia e documento.
  2. sua obra transcreve as limitações do regional ao evoluir para uma perspectiva universal, ao mesmo tempo que sua expressão parte para o experimentalismo e para as invenções vocabulares inovadoras.
  3. sua obra, preocupada em fixar os costumes e as falas locais do meio rural e da cidade, é um registro fiel da realidade nordestina, quase um documentário transfigurado em ficção.
  4. sua obra, toda condicionada pela realidade humana e social de uma árida região de coronéis e cangaceiros, apresenta uma narrativa linear, mas de linguagem exuberante, própria dos grandes contadores de histórias.
  5. tanto o enfoque trágico do destino do homem ligado às raízes regionais quanto a análise dos conflitos existenciais do homem urbano conferem uma dimensão universal à sua obra.
9. (FUVEST) Assinale a alternativa em que ambos os romances têm como ambiente o sertão brasileiro:
  1. O Sertanejo – Amar, Verbo Intransitivo.
  2. Memórias Póstumas de Brás Cubas – Pelo Sertão.
  3. O Ateneu – Chapadão do Bugre.
  4. Inocência – Vidas Secas.
  5. Cangaceiros – Memorial de Aires.

(FUVEST) Texto para as questões de 10 a 13:
"Vivia longe dos homens, só se dava bem com animais. Os seus pés duros quebravam espinhos e não sentiam a quentura da terra. Montado, confundia-se com o cavalo, guardava-se a ele. E falava uma linguagem cantada, monossilábica e gutural, que o companheiro entendia. A pé, não se agüentava bem. Pendia para um lado, para o outro lado, cambaio, torto e feio. Às vezes utilizava nas relações com as pessoas a mesma língua com que se dirigia aos brutos – exclamações, onomatopéias. Na verdade falava pouco. Admirava as palavras compridas e difíceis da gente da cidade, tentava reproduzir algumas, em vão, mas sabia que elas eram inúteis e talvez perigosas."
(Graciliano Ramos, Vidas Secas)


10. (FUVEST) O texto, no seu conjunto, enfatiza:
  1. a pobreza física de Fabiano.
  2. a falta de escolaridade de Fabiano
  3. a identificação de Fabiano com o mundo animal.
  4. a miséria moral de Fabiano.
  5. a brutalidade e grosseria de Fabiano.
11. (FUVEST) No texto, a referência aos pés:
  1. destoa completamente da frase seguinte.
  2. justifica-se como preparação para o fato de que (Fabiano) "a pé, não se aguentava bem".
  3. acentua a rudeza da personagem, a nível físico.
  4. constitui um jogo de contrastes entre o mundo cultural e o mundo físico da personagem.
  5. serve para demonstrar a capacidade de ação da personagem, através da metáfora "quebrar espinhos."
12. (FUVEST) A tentativa de reproduzir algumas palavras difíceis pode entender-se como:
  1. respeito à cultura literária e à alfabetização.
  2. busca da expressão de idéias.
  3. dificuldade de expressão dos valores de seu mundo cultural.
  4. consciência do valor da palavra como meio de comunicação.
  5. atração por formas alheias a seu universo cultural.
13. (FUVEST) Pode-se dizer que, na linguagem da personagem, as exclamações e onomatopéias funcionam como:
  1. conteúdo.
  2. código.
  3. causa.
  4. vocabulário.
  5. ênfase.
- - - - - - - - - 

Gabarito:

1 - c
2 - b
3 - b
4 - a
5 - a
6 - d
7 - a
8 - e
9 - d
10 - c
11 - c
12 - e
13 - d


Vestibular - Literatura - Modernismo - Questões - Sagarana - Guimarães Rosa


1. (FUVEST) João Guimarães Rosa, em Sagarana, permite ao leitor observar que:
  1. explora o folclórico do sertão.
  2. em episódios muitas vezes palpitantes surpreende a realidade nos mais leves pormenores e trabalha a linguagem com esmero.
  3. limita-se ao quadro do regionalismo brasileiro.
  4. é muito sutil na apresentação do cotidiano banal do jagunço.
  5. é intimista hermético.
2. (FUVEST) Dentre os contos de Sagarana existe um em que o narrador sustenta um duelo literário com outro poeta, chamado Quem Será, e no qual se fazem várias considerações sobre a natureza da poesia. Numa metáfora do condicionamento do homem, resistente à aceitação do novo e diferente, o autor leva a personagem a passar por um período de cegueira. A partir daí a personagem descobre a mutilação dos sentidos, que agora se abrem a outras vertentes da realidade.
Em qual dos contos abaixo se discute essa questão?
  1. "A hora e a vez de Augusto Matraga".
  2. "Duelo".
  3. "Conversa de bois".
  4. "São Marcos".
  5. "Corpo fechado".
3. (CEFET-PR) Sobre os contos de Sagarana é INCORRETO afirmar:

a. A volta do marido pródigo demonstra, no comportamento do protagonista, o poder criador da palavra, dimensão da linguagem tão apreciada por Guimarães Rosa.
b. Tanto em Corpo fechado quanto em Minha gente o espaço é variado, deslocando-se a ação de um lugar para outro.
c. Em Duelo e Sarapalha figuram personagens femininas cujos traços não aparecem nas mulheres de outros contos.
d. O burrinho pedrêsConversa de bois e São Marcos trabalham com a mudança de narradores.
e. A hora e a vez de Augusto Matraga não apresenta a inserção de casos ou narrativas secundárias.

4. (UPF) Nos contos de Sagarana, Guimarães Rosa resgata, principalmente, o imaginário e a cultura:

a. da elite nacional
b. dos proletários urbanos
c. dos povos indígenas
d. dos malandros de subúrbio
e. da gente rústica do interior

5. (UEL) O trabalho com a linguagem por meio da recriação de palavras e a descrição minuciosa da natureza, em especial da fauna e da flora, são uma constante na obra de João Guimarães Rosa. Esses elementos são recursos estéticos importantes que contribuem para integrar as personagens aos ambientes onde vivem, estabelecendo relações entre natureza e cultura. Em Sarapalha, conto inserido no livro Sagarana, de 1946, referências do mundo natural são usadas para representar o estado febril de Primo Argemiro.

Com base nessa afirmação, assinale a alternativa em que a descrição da natureza mostra o efeito da maleita sobre a personagem Argemiro:

a. “É aqui, perto do vau da Sarapalha: tem uma fazenda, denegrida e desmantelada; uma cerca de pedra seca, do tempo de escravos; um rego murcho, um moinho parado; um cedro alto, na frente da casa; e, lá dentro uma negra, já velha, que capina e cozinha o feijão.”
b. “Olha o rio, vendo a cerração se desmanchar. Do colmado dos juncos, se estira o vôo de uma garça, em direção à mata. Também, não pode olhar muito: ficam-lhe muitas garças pulando, diante dos olhos, que doem e choram, por si sós, longo tempo.”
c. “É de-tardinha, quando as mutucas convidam as muriçocas de volta para casa, e quando o carapana mais o mossorongo cinzento se recolhem, que ele aparece, o pernilongo pampa, de pés de prata e asas de xadrez.”
d. “Estava olhando assim esquecido, para os olhos... olhos grandes escuros e meio de-quina, como os de uma suaçuapara... para a boquinha vermelha, como flor de suinã....”
e. “O cachorro está desatinado. Pára. Vai, volta, olha, desolha... Não entende. Mas sabe que está acontecendo alguma coisa. Latindo, choramingando, chorando, quase uivando.”

6. (PUC-SP) O conto Conversa de bois integra a obra Sagarana, de João Guimarães Rosa. De seu enredo como um todo, pode afirmar-se que:

a. A os animais justiceiros, puxando um carro, fazem uma viagem que começa com o transporte de uma carga de rapadura e um defunto e termina com dois.
b. a viagem é tranqüila e nenhum incidente ocorre ao longo da jornada, nem com os bois nem com os carreiros.
c. os bois conversam entre si e são compreendidos apenas por Tiãozinho, guia mirim dos animais e que se torna cúmplice do episódio final da narrativa.
d. a presença do mítico-lendário se dá na figura da irara, “tão séria e moça e graciosa, que se fosse mulher só se chamaria Risoleta” e que acompanha a viagem, escondida, até à cidade.
e. a linguagem narrativa é objetiva e direta e, no limite, desprovida de poesia e de sensações sonoras e coloridas.

 7(FUVEST) - Ele se aproximou e com voz cantante de nordestino que a emocionou, perguntou-lhe: - E se me desculpe, senhorinha, posso convidar a passear? - Sim, respondeu atabalhoadamente com pressa antes que ele mudasse de ideia. - E, se me permite, qual é mesmo a sua graça? - Macabéa. - Maca - o quê? - Bea, foi ela obrigada a completar. - Me desculpe mas até parece doença, doença de pele. - Eu também acho esquisito mas minha mãe botou ele por promessa a Nossa Senhora da Boa Morte se eu vingasse, até um ano de idade eu não era chamada porque não tinha nome, eu preferia continuar a nunca ser chamada em vez de ter um nome que ninguém tem mas parece que deu certo - parou um instante retomando o fôlego perdido e acrescentou desanimada e com pudor - pois como o senhor vê eu vinguei... pois é... - Também no sertão da Paraíba promessa é questão de grande dívida de honra. Eles não sabiam como se passeia. Andaram sob a chuva grossa e pararam diante da vitrine de uma loja de ferragem onde estavam expostos atrás do vidro canos, latas, parafusos grandes e pregos. E Macabéa, com medo de que o silêncio já significasse uma ruptura, disse ao recém-namorado: - Eu gosto tanto de parafuso e prego, e o senhor? Da segunda vez em que se encontraram caía uma chuva fininha que ensopava os ossos. Sem nem ao menos se darem as mãos caminhavam na chuva que na cara de Macabéa parecia lágrimas escorrendo. 
Clarice Lispector. A hora da estrela

No trecho "mas minha mãe botou ele por promessa", o pronome pessoal foi empregado em registro coloquial. É o que também se verifica em:

a) Major Saulo, de O burrinho pedrês.

b) Lalino, de Traços biográficos de Lalino Salãthiel ou A volta do marido pródigo.

c) Primo Ribeiro, de Sarapalha.

d) João Mangolô, de São Marcos.
e) Augusto Matraga, de A hora e vez de Augusto Matraga.


8. (FUVEST) Dentre os contos de Sagarana existe um em que o narrador sustenta um duelo literário com outro poeta, chamado Quem Será, e no qual se fazem várias considerações sobre a natureza da poesia. Numa metáfora do condicionamento do homem, resistente à aceitação do novo e diferente, o autor leva a personagem a passar por um período de cegueira. A partir daí a personagem descobre a mutilação dos sentidos, que agora se abrem a outras vertentes da realidade.
Em qual dos contos abaixo se discute essa questão?

 a. "A hora e a vez de Augusto Matraga".
 b. "Duelo".
 c. "Conversa de bois".
 d. "São Marcos".
 e. "Corpo fechado".

9. (MACK) Sobre o personagem principal de "A hora e a vez de Augusto Matraga", de Guimarães Rosa, assinale a alternativa incorreta.

 a. No decorrer da narrativa, aparece como Nhô Augusto, Augusto Estêves e Augusto Matraga.
 b. No início, surge como um fazendeiro pacato, avesso a brigas e totalmente dedicado à família.
 c. Por ordem de seu maior inimigo, é surrado, marcado a ferro e deixado praticamente morto.
 d. Convidado por Joãozinho Bem-Bem a integrar seu grupo de jagunços, recusa tal oferta ...

e. No duelo final, morre em consequência dos ferimentos recebidos, assim como seu opositor.

10. É comum em SAGARANA, como em outras obras do autor, o tema da viagem/travessia, em que essa assume caráter metafórico, simbólico. Considerando tal raciocínio, assinale a alternativa correta.

a) Para Major Saulo, de "O burrinho pedrês", a viagem implica mudança de comportamento, clara nas palavras da sua despedida.
b) As constantes viagens de Lalino Salãthiel, de "A volta do marido pródigo", transformam o seu modo de vida, com o personagem assumindo, no final, um outro código de valores.
c) A viagem empreendida por Dona Dionóra, de "A hora e a vez de Augusto Matraga", leva-a de um casamento feliz a uma relação conturbada.
d) Para o protagonista de "Minha Gente", a viagem significa a incorporação da visão de mundo do homem sertanejo e interiorano.
e) Os personagens de "Sarapalha" tornam possível, mediante rememorações, a experiência da viagem, modificando a relação até então existente entre eles.

11. PUC-SP 2009 - Guimarães Rosa escreveu "Sagarana" em 1946. Compõe-se esta obra de nove contos, entre os quais se destaca "Corpo Fechado", narrativa que relata episódios vividos por uma personagem que se envolve com histórias de valentia, convivência com ciganos, afrontas amorosas, trocas duvidosas com perdas e ganhos e intimidações que justificam o fechamento de corpo. Indique a alternativa que contém dados caracterizadores da personagem central que protagoniza o enredo do referido conto.

a. Manuel Fulô, um sujeito pingadinho, quase menino - "pepino que encorujou desde pequeno" - cara de bobo de fazenda - (...) mas que gostava de fechar a cara e roncar voz, todo enfarruscado, para mostrar brabeza, e só por descuido sorria, um sorriso manhoso de dono de hotel. E, em suas feições de caburé insalubre, amigavam-se as marcas do sangue aimoré e do gálico herdado: cabelo preto, corrido, que boi lambeu; dentes de fio em meia-lua; malares pontudos; lobo da orelha aderente; testa curta, fugidia; olhinhos de viés e nariz peba, mongol.

b. Turíbio Todo, nascido à beira do Borrachudo, era seleiro de profissão, tinha pelos compridos nas narinas, e chorava sem fazer caretas; palavra por palavra: papudo, vagabundo, vingativo e mau.

c. E o chefe - o mais forte e o mais alto de todos, com um lenço azul enrolado no chapéu de couro, com dentes brancos limados em cume, de olhar dominador e tosse rosnada, mas sorriso bonito e mansinho de moça - era o homem mais afamado dos dois sertões do rio (...), o arranca-toco, o treme-terra, o come-brasa, o pega-à-unha, o fecha-treta, o tira-prosa, o parte-ferro, o romperacha, o rompe-e-arrasa: Seu Joãozinho Bem-Bem.

d. João Mangalô velho de guerra, voluntário do mato nos tempos do Paraguai, remanescente do "ano da fumaça", liturgista ilegal e orixá-pai de todos os metapsíquicos por-perto, da serra e da grota, e mestre em artes de despacho, atraso, telequinese, vidro moído, vuduísmo, amarramento e desamarração.


e. Primo Ribeiro, sarro de amarelo na cara chupada, olhos sujos desbrilhados, e as mãos pendulando, compondo o equilíbrio, sempre a escorar dos lados a bambeza do corpo. Mãos moles, sem firmeza, que deixam cair tudo quanto ele queira pegar. Baba, baba, cospe, cospe, vai fincando o queixo no peito.

- - - - - - - -

Gabarito:

1 - b
2 - d
3 - c
4 - e
5 - b
6 - a
7 - e
8 - d
9 - b




Vestibular - Modernismo - Gabarito - Questões 41 a 80

  1. b
  2. b
  3. e
  4. a
  5. c
  6. b
  7. d
  8. b
  9. c
  10. a
  11. c
  12. a
  13. a
  14. d
  15. b
  16. b
  17. e
  18. d
  19. d
  20. e
  21. e
  22. c
  23. a
  24. a
  25. b
  26. e
  27. b
  28. b
  29. a
  30. b
  31. e
  32. a
  33. b
  34. b
  35. a
  36. c
  37. d
  38. d
  39. a
  40. e

Vestibular - Literatura - Modernismo - Questões 61 a 80


61. (FIUbe-MG) A poesia modernista, sobretudo a da primeira fase (1922-1928):
  1. utiliza-se de vocabulário sempre vago e ambíguo que apreenda estados de espírito subjetivos e indefiníveis.
  2. faz uma síntese dos pressupostos poéticos que norteavam a linguagem parnasiano-simbolista.
  3. incentiva a pesquisa formal com base nas conquistas parnasianas, a ela anteriores.
  4. enriquece e dinamiza a linguagem, inspirando-se na sintaxe clássica.
  5. confere ao nível coloquial da fala brasileira a categoria de valor literário.
62. (FCMSCSP)
"3 de maio
Aprendi com meu filho de dez anos
Que a poesia é a descoberta
Das coisas que eu nunca vi."
(Oswald de Andrade)
As cinco alternativas apresentam afirmações extraídas do Manifesto da Poesia Pau-Brasil; assinale a que está relacionada com o poema "3 de maio".
  1. "Só não se inventou uma máquina de fazer versos – já havia o poeta parnasiano."
  2. "... contra a morbidez romântica – pelo equilíbrio geômetro e pelo acabamento técnico."
  3. "Nenhuma fórmula para a contemporânea expressão do mundo. Ver com os olhos livres."
  4. "A poesia Pau-Brasil é uma sala de jantar domingueira, com passarinhos cantando na mata resumida das gaiolas..."
  5. "Temos a base dupla e presente – a floresta e a escola."
63. (FCMSCSP)
Movimentos:
  1. Pau-Brasil
  2. Verde-Amarelo
  3. Antropofagia
Objetivos:
1. Resposta ao conservadorismo manifestado pelo movimento da Anta.
2. Revalorização do primitivo, através de uma arte que redescobrisse o Brasil.
3. Proposição de uma estrutura nacionalista.
A associação correta é:
  1. I-2; II-3; III-1.
  2. I-3; II-2; III-1.
  3. I-1; II-2; III-3.
  4. I-3; II-1; III-2.
  5. n. d. a.
64. (FCMSCSP) As barreiras entre os gêneros literários tornaram-se tênues no Modernismo, que, à procura de uma expressão nova, trouxe à prosa características da poesia e vice-versa, ou, algumas vezes, alternou numa mesma obra poesia e prosa de ficção.
Um texto que espelha semelhante situação é:
  1. Memórias sentimentais de João Miramar.
  2. São Bernardo.
  3. Triste fim de Policarpo Quaresma.
  4. auto da compadecida.
  5. Lição de coisas.
65. (UFPA) Oswald de Andrade, para sistematizar os princípios da corrente Pau-Brasil, do nosso Modernismo:
  1. aproveitou-se exclusivamente das idéias dadaístas.
  2. aproveitou-se de aspectos para os quais Pero Vaz de Caminha chama a atenção em sua Carta sobre o descobrimento do Brasil.
  3. aproveitou-se das sugestões temáticas que se depreendem das sátiras de Gregório de Matos Guerra.
  4. valeu-se de princípios da tradição poética parnasiana.
  5. aproveitou a sugestão romântica de libertar a imaginação e a fantasia.
66. (PUC-RS)
"O fazendeiro criara filhos
Escravos escravas
Nos terreiros de pitangas e jabuticabas
Mas um dia trocou
O ouro da carne preta e musculosa
As gabirobas e os coqueiros
Os monjolos e os bois
Por terras imaginárias
Onde nasceria a lavoura verde do café."
Este poema de Oswald de Andrade exemplifica o movimento nativista... . O poeta, através de uma poesia reduzida ao ...., buscou uma interpretação de seu país.
  1. Antropófago - visual
  2. Verde-amarelo - simbólico
  3. Terra roxa e Outras Terras - discursivo
  4. Anta - concreto
  5. Pau-Brasil - essencial.
67. (FUVEST-SP) O Romantismo está para o Modernismo, assim como:
  1. Inocência está para A carne.
  2. A escrava Isaura está para A escrava que não é Isaura.
  3. A escrava Isaura está para O cortiço.
  4. Memórias póstumas de Brás Cubas está para Memórias do cárcere.
  5. A Moreninha está para dom Casmurro.
68. (F. de Ciências e Letras Pe. Anchieta-SP) Passando de maneira brusca do primitivo solene à crônica jocosa e à paródia, Mário de Andrade jogou sabiamente com níveis de consciência e de comunicação diversos, justificando plenamente o título de rapsódia, mais que "romance", à obra que se trata de:
  1. A escrava que não é Isaura.
  2. Macunaíma.
  3. Paulicéia desvairada.
  4. Losango cáqui
  5. Empalhador de passarinhos.
69. (FMU-SP) O tema da pátria distante foi retomado por muitos poetas. Um deles, Oswald de Andrade, do Modernismo.
São características do Modernismo:
  1. linguagem coloquial; valorização do nacional; tom irônico; liberação absoluta da forma.
  2. nacionalismo; tom irônico; linguagem retórica; liberdade de composição.
  3. saudosismo; crítica social; verde-amarelismo; regras rígidas de composição.
  4. linguagem retórica; saudosismo; nacionalismo; regras rígidas de composição.
  5. linguagem retórica; liberdade de composição; cientificismo; tom irônico.
70. (FEBASP)
"Não sendo um personagem, mas um símbolo, ..... está ao mesmo tempo no passado e no presente, no sul e no norte do Brasil. Ele é, de resto, intemporal e supergeográfico como, por um lado, será mais americano que brasileiro..." (Wilson Martins).
Estes dados referem-se a:
  1. Peri.
  2. Macunaíma.
  3. Augusto Matraga.
  4. Jeca Tatu.
71. (UFV-MG) Assinale a alternativa em que há uma característica que não corresponde ao Modernismo em sua primeira fase (a de São Paulo, 1922).
  1. Ruptura radical e audaciosa em relação às posições estéticas do passado, quebra total da rotina literária.
  2. Caráter turbulento, polemista, de demolição de valores.
  3. Exaltação exagerada de fatores como mocidade e tempo; o novo, nesta fase, foi erigido como um valor em si.
  4. Movimento de inquietação e de insatisfação; os novos se lançaram à luta em nome da originalidade, da liberdade de pesquisa estética e do direito de "errar".
  5. apesar de toda a radicalidade do grupo, é unânime a preocupação dos modernistas com o purismo da linguagem.
(FAAP-SP) Texto para as questões de 72 a 77.
"Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Ver a ser contraparente
Da nora que nunca tive
E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
mando chamar a mãe-dágua
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
– Lá sou amigo do rei –
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
(Manuel Bandeira)
72. (FAAP-SP) A simples leitura do texto já nos convence tratar-se de um poema filiado ao modernismo já que se trata de um poema:
  1. de tom coloquial, sem rima, em que não está presente a pontuação tradicional.
  2. em que predomina o vago, o etéreo, o indizível.
  3. de absoluta precisão formal.
  4. em que aparece a figura da mulher idealizada e a fuga de um lugar distante e edênico.
  5. que busca o bucólico, o campestre, o fantástico.
73. (FAAP-SP) Pasárgada, cidade lendária da antiga Pérsia, no poema indica outro espaço e outro tempo. No texto, há uma oposição entre um aqui e um lá; entre um agora e um então. Esta oposição recebe o nome de:
  1. silepse.
  2. antítese.
  3. pleonasmo.
  4. sinestesia.
  5. polissíndeto.
74. (FAAP-SP) Não é difícil definir o tema da ida para Pasárgada:
  1. busca dos prazeres libidinosos
  2. evasão espacial e temporal
  3. volta à infância
  4. amor à civilização
  5. apego ao poder.
75. (FAAP-SP) Voltaire afirmava que "quem quiser fundar alguma coisa de grande deve começar por ser completamente louco". Bandeira nega este mundo chato e mofino, percorrendo vastidões da fantasia, ainda que seja para cair na loucura, especialmente em:
  1. Joana a Louca de EspanhaVem a ser contraparente
    Da nora que nunca tive
  2. ... farei ginásticaAndarei de bicicleta
  3. Montarei em burro braboSubirei no pau-de-sebo
  4. Tem telefone automáticoTem alcalóide à vontade
  5. Tem prostitutas bonitasPara a gente namorar.
76. (FAAP-SP) Nesta estrofe, o poeta devidamente refugiado no mágico Éden imaginário, projeta uma série de ações insignificantes que compõem o cotidiano de um menino sadio. É o retorno psicológico à infância – marca de um tempo feliz e de liberdade. A estrofe começa assim:
  1. Vou-me embora pra PasárgadaLá sou amigo do rei
  2. Vou-me embora pra PasárgadaAqui eu não sou feliz
  3. E como farei ginásticaAndarei de bicicleta
  4. Em Pasárgada tem tudoÉ outra civilização
  5. E quando eu estiver mais tristeMas triste de não ter jeito
77. (FAAP-SP) Inconformado com o real concreto, o poeta enumera um conjunto de vantagens que este mundo fantástico oferece: sexo livre, uma nova percepção do tempo e do espaço, uma nova permeabilidade para uma revisão do mundo material. A estrofe começa assim:
  1. Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
  1. Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
  1. E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
  1. Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
  1. E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito.
78. (F.C.Chagas-BA)
  1. Moderno e versátil, Vinícius de Moraes compõe, com mestria, tanto letras para canções populares como poemas dentro dos mais estritos padrões clássicos.
  2. Cecília Meireles caracterizou sua poesia pela constante sugestão de sombra, identificação e ausência; mas soube também incorporar a matéria histórica, em uma de suas mais importantes obras.
  3. A Moreninha narra, em linguagem presa ao modelo lusitano, a história de um amor impossível entre um jovem da aristocracia imperial do Brasil e uma mestiça.
Assinale a alternativa correta.
  1. Só a proposição I é correta.
  2. Só a proposição II é correta.
  3. Só a proposição III é correta.
  4. São corretas as proposições I e II.
  5. São corretas as proposições II e III.
79. (PUC-RS) O livro de Cecília Meireles que evoca os "tempos do ouro" denomina-se:
  1. Romanceiro da Inconfidência.
  2. Balada para el-Rei.
  3. Vaga música.
  4. Retrato natural.
  5. Romance de Santa Clara.
80. (UCP-PR) A poesia modernista revela:
  1. nacionalismo crítico.
  2. valorização do popular.
  3. versos livres.
  4. Estão corretas as afirmações c.
  5. Estão corretas as afirmações a, b e c.



Vestibular - Literatura - Modernismo - Questões 41 a 60


41. (UC-MG) Graciliano Ramos é autor que, no Modernismo, faz parte da:
  1. fase destruidora, que procura romper com o passado.
  2. segunda fase, em que se destaca a ficção regionalista.
  3. fase irreverente, que busca motivos no primitivismo.
  4. geração de 45, que procura estabelecer uma ordem no caos anterior.
  5. década de 60, que transcendentaliza o regionalismo.
42. (EU-Maringá)
"A cachorra espiou o dono desconfiada, enroscou-se no tronco e foi-se desviando até ficar no outro lado da árvore, agachada e arisca, mostrando apenas as pupilas negras. Aborrecido com esta manobra, Fabiano saltou a janela, esgueirou-se ao longo da cerca do curral, deteve-se no mourão do canto e levou de novo a arma ao rosto..."
O excerto acima apresenta uma cena da obra:
  1. Angústia
  2. Vidas Secas
  3. Doidinho
  4. Dom Casmurro
  5. Menino do Engenho
43. (PUCCAMP) Em sua obra, "a tendência regionalista acaba assumindo a característica de experiência estética universal, compreendendo a fusão entre o real e o mágico, de forma a radicalizar os processos mentais e verbais inerentes ao contexto fornecedor de matéria-prima. O folclórico, o pitoresco e o documental cedem lugar a uma maneira nova de repensar as dimensões da cultura, flagrada em suas articulações no mundo da linguagem".
Esse conjunto de características descreve a obra de:
  1. Clarice Lispector
  2. José Cândido de Carvalho
  3. Erico Verissimo
  4. Jorge Amado
  5. Guimarães Rosa
44. (PUCCAMP) O isolamento social e cultura de uma família de retirantes nordestinos e a tragédia do ciúme, provocada por um incontrolável sentimento de posse, são os temas centrais de dois grandes romances de Graciliano Ramos, respectivamente:
  1. Vidas Secas São Bernardo
  2. São Bernardo Vidas Secas
  3. Caetés e Angústia
  4. Angústia e Caetés
  5. São Bernardo e Angústia
45. (VUNESP) Leia com atenção o texto a seguir:
"– Ara, ara, bichinha. antes pelesses mundões, viu-que-te-viu, avistei deparado muito que assim-assim, luziluzindo, eu figurava rindo que nem-nem. apois. A senhora tolere. Não gloso. Deus esteja, que-que vem a ser isso que nem-nem o que for?"
Neste trecho, extraído da obra Vencecavalo e o outro povo, o autor, João Ubaldo Ribeiro, alude parodisticamente ao estilo de:
  1. Graciliano Ramos
  2. José Lins do Rego
  3. João Guimarães rosa
  4. Osman Lins
  5. Dalton Trevisan
46. (VUNESP)
"Descendente de senhores de engenho, o romancista soube fundir, numa linguagem de forte e poética oralidade, as recordações da infância e da adolescência com o registro intenso da vida nordestina colhida por dentro, através dos processos mentais de homens e mulheres que representam a gama étnica e social da região".
O trecho acima refere-se ao autor de
  1. Vidas Secas
  2. Fogo Morto
  3. Grande Sertão: veredas
  4. A Hora da Estrela
  5. Tempo e o Vento
47. (PUCCAMP)
"O romance é narrado na primeira pessoa, em monólogo ininterrupto, por um velho fazendeiro do Norte de Minas, antigo jagunço. Na estrutura do livro, os fatos são transpostos para uma atmosfera lendária e o real se cruza com o fantástico."
As afirmações acima referem-se à obra-prima de um grande escritor brasileiro moderno:
  1. Saragana, de João Guimarães Rosa.
  2. Cangaceiros, de José Lins do Rego.
  3. Menino do Engenho, de José Lins do Rego.
  4. Grande Sertão: veredas, de João Guimarães Rosa.
  5. Tempo e o Vento, de Erico Verissimo.
48. (UFPA) Em fevereiro de 1909, Marinetti publicou na Europa um manifesto cujas idéias desencadearam o:
  1. Dadaísmo
  2. Futurismo
  3. Surrealismo
  4. Romantismo
  5. Simbolismo.
49. (UFPA) As idéias de Marinetti influenciaram muito os nossos autores. Dele, os escritores brasileiros seguiram:
  1. a exacerbação do nacional e a sintaxe tradicional.
  2. a paixão pela metáfora, intelectualista e rebuscada, e pelas frases de efeito.
  3. a negação do passado e o uso de palavras em liberdade.
  4. conceito de felicidade na vida em contato com a natureza e a fé na razão e na ciência.
  5. gosto pelo psicologismo na ficção e a supervalorização da natureza.
50. (PUC-RJ) O movimento artístico-literário que mobilizou parcela significativa da intelectualidade brasileira durante a década de 20 e procurou romper com os padrões europeus da criação tinha como proposta:
  1. a tentativa de buscar um conteúdo mais popular para a problemática presente nas diferentes formas de manifestação artística.
  2. a tentativa de recuperação das idealizações românticas ligadas à temática do índio brasileiro.
  3. a valorização do passado colonial, ressaltada a influência portuguesa sobre a nossa sintaxe.
  4. a tentativa de constituição, no campo das artes, da problemática da nacionalidade, ressaltadas as peculiaridades do povo brasileiro.
  5. a desvalorização da problemática regionalista, contida nas lendas e mitos brasileiros.
Assinale:
  1. se somente as afirmativas I e IV estiverem corretas.
  2. se somente as afirmativas I e V estiverem corretas.
  3. se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
  4. se somente as afirmativas III e IV estiverem corretas.
  5. se somente as afirmativas II e V estiverem corretas.
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51. (PUCSP) A Semana de Arte Moderna (1922), expressão de um movimento cultural que atingiu todas as nossas manifestações artísticas, surgiu de uma rejeição ao chamado colonialismo mental, pregava uma maior fidelidade à realidade brasileira e valorizava sobretudo o regionalismo. Com isto pode-se dizer que:
  1. romance regional assumiu características de exaltação, retratando os aspectos românticos da vida sertaneja.
  2. a escultura e a pintura tiveram seu apogeu com a valorização dos modelos clássicos.
  3. movimento redescobriu o Brasil, revitalizando os temas nacionais e reinterpretando nossa realidade.
  4. os modelos arquitetônicos do período buscaram sua inspiração na tradição do barroco português.
  5. a preocupação dominante dos autores foi com o retratar os males da colonização.
52. (FIUbe-MG) O Modernismo brasileiro preocupava-se em criar uma arte essencialmente brasileira. Entretanto, alguns dos primeiros escritores desse movimento estético, no Brasil, sofreram influências:
  1. do futurismo
  2. do Concretismo
  3. do Hiper-realismo
  4. da arte popular
  5. da arte cinética.
53. (UCP-PR) Movimento literário brasileiro que recebeu influências de vanguardas européias, tais como o Futurismo e o Surrealismo:
  1. Modernismo
  2. Parnasianismo
  3. Romantismo
  4. Realismo
  5. Simbolismo
54. (UFPE)
  1. Com o Modernismo, desenvolveu-se a preocupação de valorizar nossa tradição artística, sobretudo teve início um verdadeiro trabalho de retomada crítica da nossa produção literária do passado.
  2. A Semana de Arte Moderna foi, não resta dúvida, um acontecimento marcado por idéias renovadoras; não se pode negar, contudo, o fato de ter desencadeado certas conseqüências negativas; uma delas, por exemplo, foi certo clima de intranqüilidade, tanto no aspecto social como no ideológico.
  3. A primeira fase do movimento modernista no Brasil foi marcada por um comportamento iconoclasta; a utilização do poema-piada, da liberdade de expressão, do coloquialismo na linguagem literária atestam certo nível de irreverência típica dessa fase.
Responda:
  1. se as três estiverem certas
  2. se I e II estiverem certas.
  3. se II e III estiverem certas.
  4. se I e III estiverem certas.
  5. se nenhuma estiver certa.
55. (UCP-PR) Baseando-se no trecho abaixo, responda obedecendo ao código.
"Trem de ferro
Café com pão
Café com pão
Café com pão
Virge Maria que foi isto maquinista?"
(Manuel Bandeira)
  1. A significação do trecho provém da sugestão sonora.
  2. O poeta utiliza expressões da fala popular brasileira.
  3. A temática e a estrutura do poema contrariam o programa poético do Modernismo.
    1. se I, II e III forem corretas.
    2. se I e II forem corretas e III incorreta.
    3. se I, II e III forem incorretas.
    4. se I for incorreta e II e III corretas.
    5. se I e II forem incorretas e apenas III correta.
56. (FESP-PE)
"Quando as casas baixarem de preço,/ Laura Moura, prenda minha,/ Uma delas será sua sem favor./ Lá fora a bulha da cidade/ Disfarçará nosso prazer.../ E a gente, numa rede maranhense,/ Ao som dum jazz bem blue,/ Balancearemos no calor da noite,/ Sonhando com o sertão."
Assinale a afirmativa que não constitui característica do Modernismo e que, assim, não se aplica ao texto acima.
  1. Valorização poética de aspectos da realidade tradicionalmente considerados prosaicos.
  2. Utilização de versos simétricos, porém brancos.
  3. Integração na nossa cultura de manifestações artísticas estrangeiras.
  4. Síntese poética da nacionalidade pela integração de diversos aspectos culturais do país.
  5. Aproximação dos padrões da linguagem coloquial.
57. (UCP-PR) Ano decisivo para o Modernismo brasileiro é 1917, já que nele aparecem produções que iriam revolucionar a arte literária brasileira. Da lista abaixo, o que apareceu pela primeira vez em 1917?
  1. Wilson Martins: O Modernismo e Mário da Silva Brito: Antecedentes da Semana de Arte Moderna.
  2. Monteiro Lobato: Urupês e Manuel Bandeira: Carnaval.
  3. Anita Malfatti: Homem amarelo e Mulher de cabelos verdes e Di Cavalcanti: Carnaval.
  4. Mário de Andrade: Paulicéia desvairada e Graça Aranha: Canaã.
  5. Menotti del Picchia: Juca Mulato e Manuel Bandeira: A cinza das horas.
58. (PUC-RS)
"O que eu adoro em tua natureza,
Não é o profundo instinto maternal
Em teu flanco aberto como uma ferida.
Nem tua pureza. Nem tua impureza.
O que eu adoro em ti – lastima-me e consola-me!
O que eu adoro em ti, é a vida."
A estrofe acima é um exemplo do traço de ..... e de ..... que existe na obra de Manuel Bandeira.
  1. rebeldia - ódio pela vida
  2. melancolia - indiferença pelo mundo
  3. ternura - paixão pela existência
  4. saudade - medo ao cotidiano
  5. amargura - conformismo com o destino
59. (FMABC-SP) De Manuel Bandeira, é válido dizer que:
  1. foi um poeta típico do período crepuscular anterior ao Modernismo.
  2. voltou-se sobretudo para o mundo interior, procurando captar, com sua sensibilidade delicada, as nuanças da sombra, do indefinido, da morte.
  3. foi um dos grandes agitadores da literatura brasileira e, em sua obra, salientam-se experiências semânticas que fazem dele um precursor da poesia concreta.
  4. soube conciliar a notação intimista com o registro do mundo exterior, e sua obra poética abrange desde poemas de tom parnasiano até experiências concretistas.
  5. exaltou a cidade natal, fez a apologia da preguiça criadora, valorizou os mitos amazônicos.
60. (VUNESP) Embora tenha publicado dois livros de poesia caracterizadamente modernista, Manuel Bandeira manteve sempre muita independência em relação às diversas correntes literárias. Assinale a alternativa que apresenta os títulos corretos de suas obras modernistas, bem como uma de suas características mais marcantes:
  1. Clan do Jabuti e Libertinagem, singeleza formal.
  2. Remate de males e O ritmo dissoluto, virtuosismo rítmico.
  3. A cinza das horas e Carnaval, ardente e contido sopro erótico.
  4. Losango cáqui e Mafuá do malungo, expressão do nacional.
  5. ritmo dissoluto e Libertinagem, incorporação do prosaico.
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